O gato de Schrödinger

 Errar é humano, perdoar é divino e permanecer no erro é burrice! Quantas vezes não quisemos voltar no tempo e mudar uma decisão não acertada e tomar outro caminho? Por vezes desejamos viver outra vida ou mudar os caminhos que nos trouxeram até aqui.
 A ciência vem namorando a hipótese de existirem realidades alternativas. Realidades essas nas quais viveríamos uma vida diferente da que vivemos hoje. Assim, a física quântica procura explicar as leis do mundo subatômico, as quais reduzem tudo a probabilidades.
 Dessa maneira, assim como o gato, poderia eu estar vivo e morto ao mesmo tempo? A cabeça começa a fundir só de pensar. São muitas informações para processar só para tentar começar a entender como essas ideias contrárias poderiam existir ao mesmo tempo.
 Na física, quem decidiria qual estado iria prevalecer sobre o outro seria o observador, mas na vida real somos nós mesmos responsáveis pelos nossos caminhos. Talvez a interação com o ambiente também ajudaria a decidir se estaríamos vivos ou mortos ao final das contas. Então, da mesma maneira que nos culpamos por tudo de errado que acontece em nossas vidas, devemos entender que em tudo há muitas probabilidades de que tudo tivesse acontecido de uma maneira diferente; e que apenas uma serviria para nos mostrar que o caminho que pegamos era o errado.
 Pobrezinho do gato que foi colocado dentro da caixa. Ele não pode decidir se queria participar do experimento. Na realidade dele restou viver ou esperar morrer. Na nossa realidade cabe a nós decidirmos mil e uma coisas que nos trarão apenas uma certeza: a de que erramos! Sorte do gato que tem sete vidas...


  

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