Caminho para o paraíso

 O processo do luto é difícil, mas ele é necessário. É o momento em que sua mente tenta reencontrar seu corpo restaurando o equilíbrio de sua vida. O luto pode ser associado a perda de alguém importante em sua vida, perda essa que pode ou não ser revertida.
 O mundo se perde dentro de um universo de desinteresses no qual de repente você é envolvido. Nada mais tem cor, gosto ou cheiro. As flores não florescem, o sol não brilha e a chuva não molha mais.
 Sozinho, tudo parece mais difícil. Mas e se eu pudesse te reencontrar? De alguma forma conversar o que não conversamos. Resolver o que não resolvemos. Perdoar o que não perdoamos.
 Quando as lágrimas secarem e os joelhos já não aguentarem mais tocar o chão; quando as lembranças se tornarem suportáveis; quando você retornar como um sorriso, é hora de levantar, erguer a cabeça e prosseguir.
 Será que é possível recomeçar ou pelo menos continuar? Com certeza sua mão me fará falta, mas a hora é de caminhar sozinho, com um passo de cada vez. 
 Se eu pedisse para voltar, você gostaria? Talvez não fosse necessário, talvez eu já esteja em cada porta que você cruzar.
 Não pertencemos a este mundo, somos emprestados por um tempo determinado. Tempo suficiente para passarmos pela vida de alguém e deixarmos algo de bom ou até de ruim, que fará a outra pessoa entender que a vida nem sempre é perfeita. Apenas aprenda e cresça!
 Que haja um paraíso. Um paraíso onde eu possa voltar a segurar a sua mão e voltar a caminhar. E lembre-se: o luto depende do que existe após partirmos. Nada nos garante quem irá sofrer mais com uma despedida. Quem parte não pode voltar, apenas esperar... já quem fica, ainda pode sonhar...




      
  

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