Até um dia

 Quantas vidas seriam necessárias para vivermos uma vida plena? Algumas religiões oferecem a possibilidade de revermos nossos erros, outras nos dão a chance de nos redimir antes de partir. 
 Mas será que merecemos realmente outra chance? Eu acredito que errar uma vez já basta para nos servir de lição. Não gostaria de poder voltar e corrigir o erro ou até mesmo me arrepender dele um minuto antes de morrer. Assumo meus erros e arco com suas consequências.
  E assim, quando eu tiver que ir, de concreto terei a certeza de que encarei a vida de frente, errando e acertando; pagando pelos meus erros e regozijando-me com meus acertos na única certeza da incerteza que me espera do outro lado, se houver...
 Talvez o meu maior erro seja não ter medo dessa tal morte. O fato de esperá-la sem ao menos temê-la é perigoso. Um dia podemos cruzar o caminho um do outro sem ao menos dar uma espiada antes de cada esquina.
 E aí? Vamos embora felizes por ter passado por essa existência ou vamos na esperança de reviver tudo de bom e ruim que passamos? Eu, sinceramente, prefiro apenas partir e não olhar para trás, assim saberei que o que ficou foi apenas minha história. Se alguém resolver lê-la, será um prazer. Se alguém resolver tirá-la como exemplo, será de sua total responsabilidade. Escolha seu caminho, eu já escolhi o meu...         



   

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