A ciência é uma coisa fantástica! Explica tudo aquilo que não entendemos e que mesmo após a explicação continuamos a não entender. É aquela tal luz no final do túnel e outras coisas mais. O que a ciência não leva em conta é o sentimento humano. Algo muito subjetivo, que equação ou algoritmo nenhum consegue explicar. Túnel é coisa de trem, a não ser que seja aquele túnel do amor que você passa com sua namorada segurando uma maçã do amor. Amar é foda, mas quem vive sem amar?
Lembro-me do tempo em que eu era considerado um bom partido. Das pétalas de rosas sobre a cama (não façam isso, depois nunca mais sai) ao café da manhã. Hoje prefiro as astromélias.
Amar é a morte mais gostosa do mundo. É dar sua vida por aquele sorriso lindo sem pensar duas vezes. O problema é que coração e cérebro nunca se entendem direito. Razão e emoção. Droga ter coração. Droga ter razão.
Muitos me criticam por escrever sobre a morte, mas o que seria da literatura sem poetas pessimistas como Álvares de Azevedo. Eu penso, falo e escrevo sobre essa tal morte. A morte não é só a falência do corpo. A morte é também a falência dos sentimentos. Um dia eu morrerei. Ninguém vive para sempre. Um dia morrerei, mas com a certeza de ter expressado tudo aquilo que senti, que sinto e que não consigo deixar morrer. Eu não quero que certas coisas morram.
De repente me aparecem uns cientistas e dizem que nosso cérebro continua a pensar depois de 3 minutos após o coração parar de bater.
Cientistas... deviam deixar os laboratórios por um tempo e vivenciar a vida por uns 3 minutos pelo menos. Eu digo por conhecimento de caso. Três minutos podem ser uma eternidade dependendo do momento.
É o tempo de ligar seu notebook e carregar seus programas. O tempo em anos que você levou para encontrar alguém. O tempo em meses em uma nova cidade. E assim vai.
Esses cientistas dizem que "Ao contrário do que se imagina, a morte não é um momento específico, mas um processo potencialmente reversível que ocorre após qualquer doença grave ou acidente que faz com que coração, pulmões e cérebro parem de funcionar".
Pesquisas afirmaram que algumas pessoas (que foram ressuscitadas) lembraram de coisas mesmo quando foram consideradas clinicamente mortas. Repito, a morte não é ruim. Às vezes é até um alívio (descansou).
Esse estudo me assustou. Não pela morte em si, mas pela possibilidade de me lembrar dela sem meu coração estar batendo. Já pensou que triste? Três minutos amando-a sem sentir aquela sensação gostosa da pulsação desenfreada de um coração apaixonado?

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